#2 Momentos para dividir

#2 Momentos para dividir

22/Out/2017

Toda história tem um começo, tem um meio e, certamente, tem um fim. E a intenção, aqui nesse blog, é contar um pouco da minha.

Então, vamos começar do começo.

Sou descendente de japoneses, vocês sabem [olhos puxados entregam qualquer um], e além da pescaria, karaokê, comidas típicas e outras coisas mais, meu coração resolveu gostar de fotografia.

(Talvez as caixas guardadas com uma porção de álbuns de infância tenham culpa nisso também).

O que eu desejava mesmo, no tal do começo, era mostrar o Japão pra todo mundo que tinha ficado do outro lado do oceano.

Só decepção.

Eu sou do tempo em que os megapixels faziam a diferença, e os 8 mpx do meu velho celular transformavam essa vontade num sonho lindo, mas bem distante.


Câmera vai, câmera vem...


Primeiro, eu adquiri uma Superzoom.

Com ela, eu consegui mais zoom (o nome já indica, né?), mas ainda assim não tirava fotos legais, fotos que eu gostaria que fossem vistas.

Mudei, então, para uma DSLR, aquela com o famoso modo manual que todo mundo dizia que eu precisava.

E estudei muito. Muito.

Até entender que fotografar, tecnicamente, é escrever com a luz. E entender também que saber disso não chega nem perto de te fazer um fotógrafo. O que faz um fotógrafo ser um fotógrafo é a conexão com as pessoas. Suas histórias, suas ideias, suas preocupações, suas preferências, suas aspirações.

Na verdade, a resposta correta é essa:

Ser fotógrafo é ser o outro antes de si mesmo.

Era isso que, desde o começo, eu queria dividir.


Tags: História; Olhos puxados; Fotografia; Zoom; Fotos; DSLR; Fotógrafo.